segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A lista nota 10 de Nando Esposito: quais são os professores e disciplinas indispensáveis ao curso de formação da companheirada

Para facilitar a vida do PT, o comentarista Nando Esposito montou a relação das disciplinas e dos professores que não podem ficar fora do curso de formação de militantes que o partido pretende inaugurar até o fim do ano. A lista merece nota 10. Confiram:
Administração estadual: Ana Júlia Carepa e Rosinha Garotinho
Administração municipal: Lídice da Mata e Luizianne Lins
Aramaico e árabe: Carlos Abicalil
Aeromodelismo: Cid Gomes
Artes cênicas: Bia Lula, Carla Peres, José de Abreu, Andres Sanchez (na especialidade choro sentido) e Sérgio Cabral (na especialidade choro rasgado)
Artes marciais: Luiz Gushiken
Assiduidade e pontualidade: Moreira Franco
Auditoria: Andrea Bocelli e Stevie Wonder
Aves de rapina: Rui Falcão
Aviação: Waldir Pires e Denise Abreu
Bullying: Daniel Iliescu e Lindberg Farias
Caetano Veloso: Ou não
Camuflagem: Jaqueline Roriz e Bin Laden
Canto: Celso Amorim e Vanusa
Capoeira e sincretismo: Jaques Wagner
Cinema: Glória Pires
Circo: Paulo Betti
Cirílico e literatura russa: Sherys Slhessarenko
Combustíveis renováveis: Gilberto Gil e Carlos Minc
Confidencialidade e sigilo: Jorge Mattoso
Construção civil e mobilidade urbana: João Vaccari Neto
Contabilidade: Silvio Santos e Edemar Cid Ferreira
Contas a pagar: Paulo Okamoto
Contratos: José Genoíno
Coragem: Aloizio Mercadante
Corretagem de imóveis: Roberto Teixeira
Cozinha espanhola: Marco Maia
Cozinha gaúcha: Jorge Lorenzetti
Dança: Angela Guadagnin
Dança do ventre: Lurian Lula
Decoração: Timothy Mullholland
Democracia e alternância de poder: Ricardo Teixeira e Carlos Arthur Nuzman
Dicas de beleza, malemolência e samba no pé: Benedita da Silva e Marina Silva
Dicção e twitter: José Eduardo Dutra
Diplomacia e relações exteriores: Duda Mendonça e Paulo Maluf
Direito eleitoral: Nelson Jobim
Direitos humanos e acessibilidade: Ricardo Berzoini
Doutrina: Frei Betto e Leonardo Boff
Drive a céu aberto: Ciro Gomes
Drive-in: Mary Corner
Drive-thru: Luiz Antonio Pagot
Empreendedorismo: Antonio Palocci e Lulinha
Esportes radicais: Silvinho Land Rover
Espionagem com o aplicativo dossiê incluso no pacote: Aloizio Mercadante
Espiritismo e leitura dinâmica: Gabriel Chalita
Etiqueta: Marta Suplicy
Fachixxmo e o imperialismo ianque: Arnaldo Jabor
Fauna: Lobão e Lobinho
Fidelidade partidária: Eduardo Paes
Flora: José Rainha
Fortalecimento muscular: Ideli Salvatti
Fotografia: Romero Britto
Futebol: Emilio Odebrecht e Vanderlei Luxemburgo
Gastronomia regional: Orlando Silva
Gestão e austeridade fiscal: Gilberto Kassab
Governança: Gilberto Carvalho
Hermenêutica e técnicas de aprovação em concursos públicos: Dias Toffoli
História do paleolítico e dos povos primitivos: Chico Buarque de Hollanda
História egípcia e mumificação: Oscar Niemeyer, João Havelange e Pedro Simon
Hostess: Marisa Letícia
Hotelaria: Ana de Hollanda
Irredutibilidade nos princípios e ideias: Aloizio Mercadante
Jardinagem: Fernando Collor, Aldo Rebelo e Blairo Maggi
Lei Maria da Penha (teoria e prática): Netinho de Paula
Liberdade de imprensa: Fernando Sarney e Roberto Requião
Liderança motivacional e instinto de vitória: José Serra e Rubens Barrichello
Magia e esoterismo: Joaquim Roriz
Meditação e yoga: Roberto Jefferson
Moda íntima: José Nobre Guimarães
Moda praia: Heloísa Helena e Tiririca
Moral e cívica: Gonzaga Patriota
Música: Wagner Tiso
Navegação de cabotagem, ilhas marítimas e o acesso às praias: Luciano Huck e Ivo Pitanguy
O segredo da amizade nas relações: Eike Batista
Oftalmologia: Marcela Temer e Manuela D’Avila
ONGs e terceiro setor: Paulinho da Força e patroa
Oradora da turma: Gretchen (..Conga La Conga..)
Oratória: Eduardo Suplicy
Ortografia e gramática: Emir Sader
Pagadoria: Durval Barbosa e Delúbio Soares
Paraninfa: Rita Cadillac (..é bom para o moral..é bom para o moral..)
Pecuária: Jose Carlos Bumlai
Pedagogia: Professor Luizinho
Pesca predatória: Luiz Sérgio
Poesia: Tarso Genro e Carlos Ayres Britto
Prendas domésticas: Paulo Bernardo
Previdência pública: Carlos Heitor Cony e Ziraldo
Propaganda e marketing: Marcos Valério e João Santana
Privatizações: Família Barreto e Maria Bethânia
Psiquiatria: Expedito Veloso e Hamilton Lacerda
Reciclagem de lixo: Alfredo Nascimento e Magno Malta
Reeducação alimentar: Erenice Guerra e Preta Gil
Senso crítico: Hebe Camargo
Sexologia na 3ª idade (só teoria): Michel Temer
Sexologia: Pedro Novais, Romário e Sandy
Só dicção: Vicentinho
Só fidelidade: Luis Favre
Somellier e tradução simultânea: Luiz Inácio
Técnicas bancárias: Abílio Diniz
Telecomunicações e TV a cabo: João Paulo Cunha
Telefonia: Cristovam Buarque
Tiro ao alvo: Cesare Battisti
Tradição, familia e propriedade: José Sarney e Romero Jucá
Transformismo: Dilma Boy
Transparência: Gim Argello
Turismo na Capital Federal: Gleisi Hoffmann
TV e circuito fechado: José Roberto Arruda e Maurício Corrêa
(do Blog do Augusto Nunes)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Esqueceram de desligar o rádio...

Quando vi o Lula dizer “nós somos a opinião pública”, no delírio deambulatório que se apossa dele sempre que está em cima de um palanque, fiquei com pena. Dele.
Hoje, ao recordar a cena, não lembrava em qual cidade paulista ele estava, sabia que fazia a campanha para governador do Mercadante. Corri para o Google: Campinas.
E li: “Nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como partidos políticos. Nós não precisamos de formadores de opinião. Nós somos a opinião pública”.
O então presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmava, no mesmo palanque, que iam “avermelhar Campinas, São Paulo e todo o Brasil”.
Os dois, cantando de galo em alto e péssimo som, soltaram muitas graças: “Quando o Mercadante se eleger governador, vou criar um Bolsa Família para os tucanos não passarem fome”. (Cá pra nós: vai ver é por isso que a oposição anda tão fraquinha... Não recebe o Bolsa-Família, não come bem, nem toma o Biotônico Fontoura).
Mas a frase mais engraçada foi a do Dutra: 'Não adianta produzir manchetes contra nós'.
Eles não são do arco da velha?
Para início de conversa, ó amigos do alheio, é preciso ter em mente que não é a Imprensa que gera as manchetes. Ela as reproduz.
Não foi a Imprensa que escolheu, nomeou, cevou e protegeu, durante 8 longos anos, o ministro dos Transportes. Tampouco foi ela a responsável pelas Conabs, Dnits, Valecs, Ibrasis, e o que mais estiver no forno prestes a aparecer.
Mas é à Imprensa, que publica as notícias que o Governo produz, que devemos o início de assepsia há muito desejado pela opinião pública brasileira.
Que não morreu, e não morrerá, enquanto houver um radinho funcionando neste país. O Zé ouve seu programa favorito lá em Brejo da Madre de Deus e logo a notícia se espalha, igual fogo em mato seco e chega ao coração dos pampas gaúchos.
A TV é para outros divertimentos, mas o noticiário local, a festa do santo, os 90 anos do amigo, o preço do arroz, o prefeito safardana, a chuva que salva ou a chuva que mata, isso é com o rádio. Assim como o que aprontam em Brasília...
Ainda está muito distante a força das redes sociais por aqui. Virá, isso é certo, que o mundo não anda para trás.
Mas o que alimenta a sede por notícias e preenche nossas vidas, ainda é o rádio. A mãe de família, o caminhoneiro, o taxista, o cozinheiro, o pedreiro, a costureira, o carteiro, o porteiro, converse com eles e veja qual é seu companheiro de manhã, de tarde, de noite.
O rádio, que permite que continuemos com nossas tarefas, mãos e olhos disponíveis para o trabalho; o rádio, que faz chegar àqueles ouvidos ingratos o recado da Maria para o José: ”Você abusou, tirou partido de mim, abusou...”.
(Por MARIA HELENAR.R. DE SOUZA, prá quem não sabe é filha do grande ADONIRAM BARBOSA)

E ELES SÃO LOUCOS DE ROUBAR UMA “ELBA”?

Charge de Roque Sponholz e Texto de Giulio Sanmartini
A corrupção vai sendo disseminada nos ministérios, a cada dia aparece um novo escândalo, desde o caso Waldomiro Diniz que se tornaria conhecido em 2004, quando trabalhou na Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele foi afastado do cargo em fevereiro daquele ano, após a divulgação de vídeo em que aparece negociando propina com o empresário de jogos Carlos Cachoeira. Após esse fato, o trabalho mais profícuo que vem saindo do gabinete presidencial, consiste em banalizar e abafar os escândalos, a um ponto tal que o peculato ficou institucionalizado. Por motivos muito menos graves, Fernando Collor de Mello, teve que renunciar à presidência, dois anos e alguns meses depois da sua posse. (15/3/1990 a 29/12/1992).

No prosseguimento do poder petista, chegou ao Planalto Dilma Rousseff (1° /1/2011). A corrupção continuou no mesmo ritmo daquela recebida, mas com uma grande diferença, a imprensa séria começou a denunciar os assaltos aos cofres públicos, superando aquela venal, ou  a seduzida pelo canto de sereia do PT.
Tudo começou no dia 15/5/2011 quando numa  reportagem da Folha de S.Paulo revelou que o patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, aumentou em 20 vezes e passou de R$ 375 mil para R$ 7,5 mi entre 2006 e 2010. Segundo o jornal, Palocci comprou um apartamento de luxo em SP por R$ 6,6 mi e um escritório por R$ 882 mil. Esse caso terminou com o ministro não conseguindo explicar esse aumento inusitado e sendo constrangido a renunciar em 7/6/2011. Seguiram-se outros: No dia 2 de julho a revista Veja denunciou um esquema de cobrança de propinas em obras federais da pasta dos Transportes, envolvendo  o nome de quatro pessoas, incluindo dois assessores diretos do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. O diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, e o diretor-presidente da Valec (estatal de obras ferroviárias), José Francisco das Neves, também são citados. Passados 4 dias (6/7) o jornal O Globo  revela que o patrimônio do filho do ministro, Gustavo Morais Pereira, cresceu 86.500% em dois anos. O caso é investigado pelo Ministério Público Federal do Amazonas. Nascimento não resiste e deixa o ministério.
A casa ainda estava sendo limpa, quando surge na revista Veja (31/7) uma entrevista onde Oscar Jucá Neto, ex diretor da Companhia Nacional e Abastecimento (Conab), denuncia um consórcio entre o PMDB e o PTB para controlar a estrutura do Ministério da Agricultura com o objetivo de arrecadar dinheiro. Ainda diz que o ministro Wagner Rossi lhe ofereceu dinheiro quando sua situação ficou insustentável. “Era para eu ficar quieto”, afirma. “Ali só tem bandido.”
Nessa terça feira (9/8) a Polícia Federal deflagrou uma operação, denominada operação Voucher, que resultou na prisão de 38 pessoas do ministério. Entre os presos estão o secretário-geral da Pasta, Frederico Silva da Costa, o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins, e o ex-presidente da Embratur, Mário Moysés, ligado a Marta Suplicy.
Os envolvidos serão indiciados por formação de quadrilha, peculato e fraudes em licitação. Foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva, 19 mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão. Além da Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal realizaram a operação.
O PT, implantou no país uma política feudal, onde cada ministério é um pequeno reino controlado por aliado.
Todavia os reis começam a cair, como nos versos finais da música “Cartomante”:  “Cai, o Rei de espadas/ Cai, o Rei de ouros/ Cai, o Rei de paus/ Cai, não fica nada!!”
Composição de Ivan Lins e Vítor Martins(veja e ouça Ivan Lins – “Cartomante” – 1978)

Algemas: ‘Nunca vi ninguém defender um Zé da Silva’

Waldemir Barreto/Ag.Senado
Egresso do Ministério Público Federal, Pedro Taques (PDT-MT) levou à tribuna do Senado o debate sobre a utilização de algemas pela Polícia Federal.
Sem mencionar-lhes os nomes, Taques criticou as críticas dos ministros Marco Aurélio Mello (STF) e José Eduardo Cardoso (Justiça) à ação da PF no Turismo. Disse:
“Quem determina a prisão não é a Polílica Federal. A polícia apenas investiga. O Ministério Público requer a prisão. O Judiciário manda prender…”
“…E, diante de tudo o que foi apurado, estamos aqui a debater a perfumaria. Algemou? Não algemou?...”
“…Quando o assunto abandona a senzala e penetra a Casa Grande, ouvimos ministros do Supremo e autoridades da República dizendo que não pode algemar…”
“…Nunca vi ninguém reclamar que o Zé da Silva das favelas do Brasil foi algemado. Pobre não tem rosto, tem cara. Ninguém diz que não pode ser algemado...”
“…Debatemos a perfumaria. Discutimos o sofá da sala, não o que fizeram sobre esse sofá.”

Eles só têm medo de algemas

O noticiário político-policial informa que os assaltantes de cofres públicos não se constrangem com nada. Espalhada por todas as ramificações da máquina administrativa, a bandidagem apadrinhada pela aliança governista transforma o clã em quadrilha, ensina o filho a roubar desde criancinha, reduz a mulher a comparsa, carrega pilhas de cédulas em malas, meias ou cuecas, desvia a verba dos flagelados ou carregamentos de remédios, tunga o dinheiro da merenda escolar, pendura o neto em cargos de confiança, passeia de jatinho com a mãe ou a sogra, inventa consultorias, cria empresas de fachada, usa o jardineiro como laranja, vende gado inexistente, mente e, se o perigo é muito, queima o arquivo.  Para viver como o diabo gosta, faz coisas de que até Deus duvida.
A turma que tudo se permite só não admite ser algemada. Com os braços provisoriamente imobilizados, punguistas compulsivos incorporam a figura do chefe de família respeitável: o que é que vou dizer lá em casa?, parece perguntar a expressão envergonhada. Não é possível tratar como criminoso comum um delinquente da classe executiva, berram advogados e padrinhos. Não há limites para a roubalheira, mas é preciso impor limites às ações da Polícia Federal.
O berreiro dos culpados revela que eles só têm medo de algemas. Bom saber. Já que argolas de metal são a única coisa capaz de reavivar o sentimento da vergonha, já se sabe o que fazer se quiser produzir os mesmos efeitos causados pelo velho “Olha o rapa!”. Basta que os brasileiros honestos gritem em coro a palavra-de-ordem medonha:
ALGEMAS PARA TODOS!
(Blog Augusto Nunes)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

JOÃOZINHO ANDA SEM PACIÊNCIA PARA TANTA CORRUPÇÃO, AÍ RESOLVEU ORAR A DEUS...

Joãozinho orando:
- Senhor todo poderoso:
há 2 anos o Senhor levou meu cantor favorito Michael Jackson!
Meu locutor favorito Lombard!
Meu ator preferido Patrick Swayze!
Minha dançarina preferida Lacraia!
Esse ano levou minha cantora favorita Amy Winehouse!
Quero lembrar ao senhor que meus políticos preferidos são:
Lula, Sarney, Requião, Collor, José Dirceu, Dilma, Ideli, Mercadante...

(  http://www.hlucas.com.br/ )


Lobista violento foi preso debochado

Foto
FRÓES HÁ 19 ANOS: MANCHETES POLICIAIS E SORRISO DEBOCHADO...
Veja
Foto
...E MUITOS QUILOS DEPOIS
Quando foi preso em Fortaleza levando meio quilo de cocaína na bagagem, o hoje lobista Júlio César Fróes Fialho, em depoimento à polícia, delatou o tráfico de drogas do qual supostamente fazia parte, envolendo pessoas de Brasília. O caso foi noticiado com destaque pelo jornal O Povo, na ocasião (02/04/1992), até porque ele - que se apresentava como "César Fialho" - era figura muito conhedida na cidade, como jornalista e publicitário, inclusive no assessoramento de campanhas eleitorais. Na foto que ilustra a reportagem, Fróes exibe um sorriso debochado. Dezenove anos depois, ele agora é denunciado pela revista Veja por tráfico de influência no Ministério da Agricultura. Pelo tráfico de drogas, ele ficou preso por três anos no Ceará e depois em Minas, para onde conseguiu ser transferido para ficar mais próximo de familiares. Sexta (5), ao ser entrevistado em Brasília sobre sua atual traficância, Fróes agrediu violentamente o repórter Rodrigo Rangel, de Veja, no restaurante Beirute, sob o testemunho de dezenas de pessoas.

Celso Arnaldo captura a presidente durante a assombrosa entrevista em dilmês castiço: ‘O povo brasileiro não tinha nem casinha’

Os amigos da coluna estavam com saudade do implacável caçador de cretinices. Que voltou em grande forma, comprova o texto sobre outra inacreditável entrevista concedida por Dilma Rousseff. Não percam. (AN)
Por Celso Arnaldo Araújo
Quase tudo o que se lê atribuído à Dilma, quando transcrito literalmente, parece trote, pegadinha, erro de transcrição – porque decididamente não é possível que uma pessoa que tenha curso superior, só não é doutora por um triz e chegou à presidência da República do país que é a “oitava economia do mundo” se expresse desse jeito.
Além de falar uma espécie de patois brasileiro, pouco assemelhado à língua culta do país que preside, faz associações de palavras que não seriam usadas por um aluno de escola fundamental numa redação. As improváveis “casas de papel”, objeto de sanatório nesta coluna, se enquadram na categoria.
Mas Dilma disse exatamente isso – foi numa entrevista concedida às rádios Grande Rio AM (Petrolina/PE) e Juazeiro AM (Juazeiro/BA) semana passada. E a transcrição está no próprio Blog oficial do Planalto, que agora reproduz ipsis literis, sem tirar nem pôr, ao lado da gravação eletrônica, discursos e entrevistas da presidente Dilma. Justiça seja feita, é uma extraordinária contribuição do poder público aos raros abnegados da iniciativa privada que se dedicam à pesquisa e ao estudo do dilmês, antes obrigados a despender tempo, energia e massa cinzenta para fazer uma transposição mais penosa que a do Rio São Francisco.
A resposta da “casa de papel” ao radialista baiano foi exatamente esta:
– Mas o povo brasileiro não tinha nem casinha. O povo brasileiro tinha o quê? Morava em casas de papel, em palafitas. Esta casinha, como você está dizendo – imagino que a sua casa seja grande.
Repare: ela não fala em casas de papelão, que eventualmente devem existir até a 20 quilômetros do Palácio do Planalto, mas de papel mesmo — sulfite, almaço, embrulho, jornal. E palafitas eram da cota de FHC? Depois de quase nove anos de governo Lula/Dilma, a “stilt house” ainda é um “brazilian housing style” no rigor da moda em quase todos os estados do norte ou nordeste. E notou uma ponta de sarcasmo na resposta? Lógico, madame ficou irritada com a pergunta do jornalista:
– Por casinha?
O jornalista só queria confirmar a estranha sequência de números apresentada por Dilma na resposta anterior, ao falar do custo dos imóveis e garantir que, no Brasil Maravilha, há um canteiro de obras com três milhões de construções para quem não tem casa:
– Isso hoje ocorre. E mais: ocorre para a população que não tem dinheiro. Qual é essa população que não tem dinheiro? Não é que ela não tenha nenhum, é que a conta não fecha. Por que a conta não fecha? Hoje uma casa, em média, que nós pagamos pela Caixa Econômica Federal – e aqui está o presidente da Caixa – ela fica em torno de 50, 51, 52 mil reais.
Ou seja: Dilma tenta explicar que a população que não tem dinheiro para comprar uma casa é justamente aquela que não tem dinheiro.
ÁGUA DE RIO É DOCE
Além da “casinha”, Dilmona ficou engasgada com outra pergunta que não quer calar: o 1 milhão de casas do PAC 1 já foi entregue antes de se anunciarem os 2 milhões do PAC 2?
–Não, uai. Elas foram contratadas. Você acha que a gente contrata e entrega? Não. Você contrata, constrói e entrega.
Taí: explicado, enfim, porque o 1 milhão de casas do PAC 1 mais os 2 milhões do PAC2 até hoje só se materializaram em pouco mais de 200 mil moradias, ou um pouco menos, contando as já inabitáveis e as que não estão mais de pé — há casos no nordeste. Entre contratar e entregar – o Brasil ainda não sabia disso e injustamente a questionava – há uma etapa intermediária relativamente importante: construir.
As casas de papel da frase non sense de Dilma não passam de figura de linguagem, mas parecem verdade. As casas do PAC da Dilma parecem de verdade, mas não passam de figura de linguagem. São as casas no papel.
E muitas das que saíram do papel têm a marca das construções verbais de Dilma – desmancham ao primeiro retoque, daí a necessidade de se mantê-las, as casas e as falas, como foram concebidas. Foi fartamente noticiado: os primeiros moradores do Residencial São Francisco, do Minha Casa Minha Vida em Juazeiro, foram orientados a não fazer reformas no imóvel, sob risco de “danos à solidez”. Já houve desmoronamentos em outros conjuntos. Os imóveis, construídos com a tecnologia “alvenaria estrutural”, sem pilotis, já foram apelidados no Nordeste de “prédios-caixões”, talvez porque se desfaçam como ataúdes enterrados — depois de naturalmente fazerem a fortuna da companheirada muito viva.
A transcrição da entrevista no Blog do Planalto continua palavra a palavra, sem chapiscos ou rejuntes, e Dilma segue encafifada com a ofensa da “casinha”:
–Eu acho que ela não pode ser desmerecida, porque eu tenho certeza de que para qualquer pessoa que obtenha a sua casa própria, ter um teto onde criar seus filhos é algo muito importante.
Mas o repórter – longe de ser chapa branca – insiste: dos 3 milhões de casonas dos PACs 1 e 2, quantas já foram entregues?
– Aqui foram 1.500… Esse é um processo que não é automático, porque você leva, em média… você leva em média… antes você levava, em média, 33 meses. Hoje nós reduzimos isso.
Que tal mudar de assunto? Além de casa, a população nordestina precisa de água – não no papel, mas nos canos.
- Bom, se for água para a população rural, ela terá acesso pelo nosso projeto de 750 mil cisternas, privilegiando aqui a região do semiárido, ela vai ter acesso a esse programa, que nós queremos fazer em dois anos – 350 mil este ano e 350 mil…. em torno de 350 mil este ano e o restante no ano que vem. Agora, eu acho…
Mais um número a ser anotado: 750 mil cisternas, líquidas e certas, em dois anos. Eu acho… No mínimo, vai ter água doce suficiente para enxaguar as barbas de Antonio Conselheiro, de molho desde Canudos:
– Aquela música que a gente escutava ou aquela… uma espécie de tema muito recorrente, que “o sertão vai virar mar”. Eu não digo que vai virar mar porque a água não é salgada, mas que o sertão vai ter acesso à água que não tinha, vai ter.
E a transposição do velho Chico, presidenta, sai ou não sai? Sai aos pedaços:
– Aí você conclui mais outro, porque a conclusão, não vão ser todas num momento só. Uns vão concluir primeiro, outros vão concluir num segundo momento e outros num terceiro momento.
Não deu para entender?
– O que nós vamos garantir sempre é que a cada fase que nós façamos, nós concluamos e coloquemos água à disposição. O que é muito importante…
Resolvido para sempre o problema da água doméstica no nordeste, só uma palavrinha sobre a nova política de irrigação:
– Essa política, eu pretendo que nós tenhamos condições de lançá-la no final de agosto ou no início de setembro, até metade de setembro nós lançaremos – pode ser um pouco antes, mas não vai ser um pouco depois.
Desconfio que, longe do papel, será muito depois.

domingo, 7 de agosto de 2011

Faz sucesso na internet um texto que analisa as sete coisas estranhas que só existem no Brasil, além da jaboticaba, é claro.

Carlos Newton
Para descontrair o blog, o sempre atento comentarista Luiz Fernando Brito Pereira envia um texto que circula na internet e vale a pena ser transcrito. Infelizmente não sabemos quem é o autor, para poder aplaudi-lo. Se alguém souber, por favor, nos informe:
***
COISAS DE MERDA QUE SÓ SE FAZEM NO BRASIL
A despeito do fato de Deus ser ou não ser brasileiro, há coisas surpreendentes que só acontecem no Brasil. Provas cabais de que a inteligência da brazucada não tem sido brindada pela inspiração divina.
Vamos listar aqui 7 destas coisas…
1) Novo padrão de tomadas elétricas.
Quem foi o cretino que inventou a nova tomada/flecha de 3 pinos incompatível com TODAS as tomadas da galáxia? Nem nas tomadas do Império Klingon essa bosta encaixa! De uma hora para outra, todas as nossas tranqueiras elétricas e gadgets que usam plugues com o  padrão americano (este sim, universal), simplesmente ficam imprestáveis. Como somos brasileiros e não desistimos nunca, é chegada a hora de invocar a santa gambiarra! Essa trozoba deve ter sido “inventado” pelo mesmo safado que empurrou o obrigatorio kit  primeiros socorros (??) para todos os proprietários de veiculos na década de 90.
2) Proibição do álcool 92º
Um belo dia alguns políticos de Brasília tiveram a brilhante ideia de converter o álcool em água rala de 46 graus. Outro belo dia, minha mulher apareceu (sem saber) com este novo álcool, para botar fogo no fogão a lenha, e ele simplesmente molhava os fósforos. Tivemos que voltar ao supermercado para trocar o famoso “Álcool Namorado” pelo trivial Álcool Pereira de 92º, aquele que limpa e queima. Ainda bem que a indústria alcooleira entrou na justiça e conseguiu liminares liberando o nosso bom e verdadeiro álcool de cada dia, embora, claro, há que se tomar as devidas precauções para não provocar queimaduras graves e incendiar a casa. PS: aos sacros defensores desta proibição idiota, sugiro que propugnem também garfos sem pontas e facas cegas, pois tais utensílios domésticos também podem ser prejudiciais à saúde.
 3) Seguro obrigatório veicular
Você, que gasta os tubos com seguro total, já parou para pensar porque tem que continuar pagando o tal do seguro obrigatório? Enquanto isto, as máfias sacam a torto e a direito as merrecas do seguro obrigatório, que os seus legítimos beneficiários não sabem ou não se interessam em sacar.
4) Carros Flex
Caso eu pusesse um adesivo no meu carro flex, teria o seguinte teor: “acreditei no governo e embarquei nesta carroça beberrona”. Justamente quando os motores exclusivamente à gasolina começaram a ficar econômicos, os gestores públicos apareceram com esta bomba que só corrói o motor e o nosso bolso. Sem falar naquele maldito tanquinho extra, que é uma preocupação a mais para manter cheio de gasolina. Quando você vê o preço do litro do álcool hidratado a R$ 2,70 começa a tirar algumas conclusões.
5) Tratamento reservado às crianças geniais
Enquanto na Índia, um país miserável e fedorento, as crianças possuidoras de habilidades geniais são acompanhadas de perto e recebem uma educação especial, no Brasil elas são estigmatizadas na escola, vítimas de bulling e em vez de se tornarem gênios ou cientistas, terminam formando uma banda medíocre de roquezinho, como no caso de Roger (Ultraje a Rigor), detentor de QI 172 (Einstein tinha QI 168). Mas uma coisa fazemos bem, qualquer pivete favelado, craque prematuro de futebol, é prontamente separado para receber todos os cuidados e mimos que merece. Enquanto isto, os nossos nerds e jovens cientistas levam muita porrada na escola. Por isso, enquanto nos resignamos a ser campeões de futebol, a Índia (aquele país miserável e fedorento) consegue (desde a década de 70) construir usinas e armas nucleares, lançar satélites em órbita e mandar sondas espaciais para outros planetas e desenvolver software para outros países (inclusive o Brasil).
***
6) Sistema de TV em cores PAL-M
Algum biltre brazuca teve a ideia genial de fazer um sistema de cores único no mundo: pegou o padrão de luminância americano NTSC, fundiu-o com o sistema cromático europeu e criou o frankenstein chamado PAL-M, onde leia-se “M” de merda, incompatível com qualquer televisor do resto do planeta.
7) Reforma Ortográfica
Um belo dia, um energúmeno brazuca teve uma idéia. Vamos mudar a Língua Portuguesa! NO MUNDO INTEIRO! Pra quê? Só pra transformar em um inferno a vida TODOS vestibulandos e concurseiros luso-parlantes. E de quebra, enriquecer donos de cursinhos. (Vai ver que esse energúmeno é dono de cursinho..)

Diário da Dilma: Em terra de saci, calça vale para dois

“DIÁRIO DA DILMA”, PUBLICADO NA EDIÇÃO 59 DA REVISTA PIAUÍ

1º de julho – Neste inverno, resolvi fazer algo de diferente: ficar no Palácio da Alvorada, no sofá, tomando chá de camomila. Cancelei minha visita ao Paraná. Imagina o frio que está fazendo lá. Estou com uma enxaqueca brava. Fiquei mexida com a demissão do Palocci. Alterou meus hormônios. São Longuinho, São Longuinho, dou três pulinhos se não tiver que demitir ninguém este mês.
2 de julho – Foi-se o presidente que melhor soube usar o laquê. O que ele conseguia fazer com uma mecha rebelde era impressionante. Decretei luto de sete dias. Serginho Cabral soube que eu estava na pior e me chamou para um fim de semana na Bahia. Disse que me buscava de jatinho. Perguntei se o Pezão também ia. Quisera eu ter um vice tão divertido como o do Cabral. Vou fazer que nem o Lula e parar de ler jornais. É só denúncia, tragédia, miséria! Agora, pegaram o ministro dos Transportes para Cristo. Ninguém comenta que eu fiz a sobrancelha.
3 de julho – Descobri o nome do rapaz que toca os Transportes. Abelardo Nascimento. O Lula não tinha me passado. São essas coisas que atrapalham. Abri meu laptop e me deparei com uma foto do Edison Lobão, de sunga e óculos escuros, correndo no lago Paranoá. Esses hackers passaram dos limites. Dito isso, o homem está em forma. Domingo armei uma tranca aqui e descobri uma coisa chata: a Gleisi roubou na marcação dos pontos. Depois, fiquei até na dúvida. Será que ela roubou ou errou a conta? Ficou um clima chato à beça. Ufa, escapei por pouco! Imagina se eu tivesse ido naquela roubada do Serginho na Bahia! Pé de pato, mangalô três vezes.
4 de julho – Acordei com a pá virada e pedi uma reunião urgente com esse pessoal do Dnit. Olhei no olho de cada um deles e parti pra ofensiva: “Vocês são moleques, moleques!” Dei um soco na mesa, pedi um absinto sem gelo e virei de um gole só. Antes de sair batendo a porta, peguei o Juvenal Nascimento pela gola e soltei: “Serei o teu pior pesadelo!” Só depois me lembrei de que o nome dele é Alcides. Dane-se. Como se não bastasse, apareceu o Patriota para me dizer que precisava ir à posse da nova primeira-ministra da Tailândia. Logo em seguida, o Mercadante me avisou que também ia. Quando recebi recado do Jobim sublinhando a importância histórica das relações entre as forças armadas do Brasil e da Tailândia, fiquei com a pulga atrás da orelha. Dilminha não é boba. Abri o laptop, consultei o UOL, e tiro e queda: a sirigaita é bonitinha. Vetei a viagem de todo mundo. Homem é fogo. Pedi para a Ideli cancelar minha ida à Flip. Peguei implicância daquele Lanzmann. E vai que o Zé Celso cisma de me tirar a roupa.
6 de julho – Finalmente Frederico Nascimento pediu demissão. Contei no relógio para ninguém dizer que é mentira: em cinquenta segundos, o Temer me ligou duas vezes e mandou três SMS recomendando gente do PMDB para a pasta.
7 de julho – Fui ao Rio inaugurar o teleférico no morro do Alemão. Mesmo com todos os problemas, o Serginho continua um pândego. Assim que cheguei, ele mandou: “Dilminha, aqui em cima não tem perigo de algum bueiro explodir.” Mas ele cancelou nosso voo pela orla num zepelim emprestado pelo Eike. Que pena, o dia estava lindo.
8 de julho – Vovó Rousseff sempre dizia: “Dilminha, em terra de saci, calça vale para dois.” Nunca soube o que isso quer dizer, mas acho que serve para essa situação no Dnit. Mandei minha tia suspender o cheque para o pai de santo. Era para abrir caminho, e não para fechar o Ministério dos Transportes inteiro. Se a gente não explica tudo, dá nisso.
9 de julho – Sabadão à noite. Preparei um Campari com limão, cortei umas lascas de parmesão e pus Altemar Dutra na vitrola. Me identifico com aquela canção que diz “Sentimental eu sou, eu sou demais…”. Cochilei pensando no Lobão. Babei na almofada e quase caí do sofá.
10 de julho – Fui ver o filme novo do Woody Allen. Tão bonitinho. Queria tanto pegar uma carruagem para voltar até Hollywood, ali pelos anos 40. Imagina só tomar um vinho com o Clark Gable. Sonhar é bom porque a gente faz isso sozinha. Imagina submeter minhas divagações à plenária do PT? O pessoal ia votar uma visita à Sierra Maestra. Aquele calorão, aquela impossibilidade de passar a roupa e ir no cabelereiro.
12 de julho – Abilio Diniz ligou para pedir uma ajuda nessa história do Carrefour. Deixei ele ouvindo a Internacional Comunista por vinte minutos antes de transferir a chamada para o meu ramal. Quando atendi, ele disse ter entendido o recado. Esses homens de negócio são espertos.
13 de julho – Recebi o pessoal para um chá dançante. Comemoramos seis meses de governo. Botei um pretinho básico e ensaiei uns passos de boogie-woogie com mamãe. Foi a única parte boa. A verdade é que entreter sozinha toda essa macacada não dá. É aliado demais! E a Ideli está ajudando pouco. Quem tem que fazer happy hour com essa turma é ela, mas não há Cristo que a faça ficar depois do expediente. Ela corre para o marido. É um grude que dá até enjoo. É ele que faz escova no cabelo dela. Pensa que é segredo? Nada! Ela conta pra todo mundo!
17 de julho – Gilbertinho Carvalho me entregou um documento para assinar, e quando fui ver era um protocolo de cooperação entre o Ministério de Minas e Energia e o governo da Tailândia. Não! “Mas e o tungstênio?”, veio o recado aflito do Lobão. Não! Não! Não!
18 de julho – A Cristiana Lôbo está com um topete magnânimo, menina. Durinho. Parece uma marquise. Que laquê será que ela usa?
19 de julho – Gabrielzinho vai ficar aqui em casa até o final da semana. Vou mimar muito esse menino! Netinho muito rico, é o que ele é.
22 de julho – Recebi aquele blogueiro do Globo no Palácio, aquele gordão moreno. Como come, o gajo! Repetiu três vezes a sobremesa. Estava com um sapato tão horrendo que tive dificuldade em desviar o olhar. O Gabrielzinho conseguiu fazer mais birra do que o ACM Neto. Chorou a noite toda. Li o Manifesto Comunista em voz alta até ele pegar no sono.
23 de julho – Quem é essa Amy Winehouse? Como diria minha tia-avó, está morrendo gente que nunca morreu antes. Adorei minha entrevista para o Globo. Bem que o João Santana disse: nunca deixe de mimar os blogueiros governistas.
26 de julho – Para não dizer que não ligo para as cotas, coloquei o Pelé na Copa do Mundo.
27 de julho – Jobim é um fanfarrão. Foi contar que votou no Serra. Ele sabe que minha cota de demissões já estourou, senão ia se ver comigo. Guidinho Mantega anunciou nosso plano para conter a especulação e estabilizar o dólar. Alíquota pra cá, derivativos para lá, ô papo chato. Mas, segundo o Santana, é preciso falar assim quando aumentamos um imposto. Fui chamada às pressas para ver Gabrielzinho dizer a sua primeira palavra. Ele balbuciava “deníti” sem parar. Melhor mandar esse menino logo para casa.
28 de julho – Acho podre de chique aquele chapeuzinho de banda da princesa Kate. Fiquei morrendo de inveja dela. Foi com o seu príncipe para Hollywood e conheceu um monte de artista. E eu aqui, com Paulo Bernardo, Guido, Gilberto, Mercadante e companhia bela… E fazendo a mala para ir ao Peru ver o Mala, o Evo e aquele uruguaio bigodudo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

COMO JOBIM FRAUDOU A CONSTITUIÇÃO


Luiz Cordioli
Quando se fala no progressivo endividamento do país, é preciso levar em conta que toda esta dívida interna e estes procedimentos de aumentá-la se apoiam nos artigos 165 e 166 da Constituição Federal. Saibam que alguns incisos destes artigos foram colocados lá, SEM VOTAÇÃO ESPECÍFICA nas chamadas subcomissões, ao contrário de todos os demais artigos constitucionais e seus dispositivos.
Ou seja, foram acrescidos por baixo dos panos os artigos que fundamentam os procedimentos de endividamento desde aquela época, até hoje.
O novato deputado do PMDB que quase 20 anos depois revelou espontaneamente ter constatado esta manobra solerte na ocasião e deixou (deixou ?) passar sem votação tais artigos, sem falar nada contra, nem para ninguém, foi o sr. Nelson Jobim, que era sub-relator da Constituinte, eleito pelo PMDB gaúcho.
Logo após esta fraude constitucional, ele foi alçado a líder do PMDB, e ao longo do tempo, com FHC, foi guindado a ministro do Supremo, ministro da Justiça e surpreendentemente era o atual Ministro da Defesa desde o governo Lula. Por fim, lembremos que foi Jobim que em abril do ano passado assinou um “re-acordo” militar com ninguém menos que os nossos amigos Estados Unidos, coisa de que estávamos livres desde 1977.
Está tudo aí, de novo, ajuda militar, ajuda disto, ajuda daquilo etc, etc, etc. Notícias na mídia ? Quase nenhuma… Reação  Nenhuma.
Muito bem, as perguntas finais são:
1) Quem está tentando eliminar os artigos fraudados da Constituição, que fundamentam o atual caos financeiro? Resposta: ninguém.
2) Quem sabe disto tudo acima relatado, valores, fraudes, autores, crimes, quem sabe? Resposta: quase ninguém.
3) Quem se habilita a pôr o guizo no pescoço do gato? Ninguém.
(Comentário publicado no blog da Tribuna em 24 de abril de 2010)

Brasileiros dispostos a pagar sobrepreço de 25% para que Roberto Justus siga pagando mico


Brasileiros dispostos a pagar sobrepreço de 25% para que Roberto Justus siga pagando mico A criança reagiu mal ao saber que a nova Caras não traz uma só linha sobre Roberto Justus
DASLU – Uma comissão representando brasileiros profundamente abalados com o recente sumiço de Roberto Justus das revistas de celebridades ajuizou ontem no 16º Cartório da cidade de São Paulo um instrumento pelo qual se comprometem a pagar 25% sobre o preço de capa de qualquer publicação em que Justus diga ou faça alguma bobagem.
Vanessa Elomar, presidente da comissão, explicou os termos do compromisso. “Não pode reaquecer histórias antigas. Notícias sobre o divórcio da Eliane ou da Ticiane ou da Adriane não valem. Exigimos, no mínimo, um novo casamento, com fotos do casal de robe tomando café da manhã durante a lua de mel, com o mar ao fundo”, explicou a proponente, acrescentando que a noiva deve ser loira e ter um terço da idade de Justus.
Brasileiros afetados pela atual onda de discrição do belo publicitário já são considerados pelo ministério da Saúde como um grupo em estado de risco. “Muitos param de trabalhar, descuidam da família e da própria higiene pessoal para ficar horas diante da RedeTV!, SBT e Bandeirantes, a espera de que Justus apareça em algum programa de auditório, de preferência de penteado novo”, disse o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Ariosto Borges.
Uma jovem residente no bairro de Mandaqui foi vista na laje de casa, com os olhos vazados de luz, profetizando que Justus voltará em breve com um cabelo em estilo moicano. Depois de horas sendo convencida pela mãe de que estava tendo um surto, a menina se desmanchou em prantos. “Nem precisava cantar Frank Sinatra”, disse, aos soluços, “meia canção do Belchior no programa da Hebe já me bastava.”
Um jornalista de São Paulo, cujo nome ainda não foi revelado, atirou-se no Tietê, anunciando que ficará boiando nas águas do rio até que Justus lance um novo CD. Em nota deixada na redação, explicou: “Comecei minha carreira escrevendo a resenha do disco dele; agora, me mandam dar opinião sobre o novo Chico Buarque, Caetano, Marisa Monte. Não foi pra isso que estudei.”

Revista piauí

SEM DESCONFIOMETRO

Assim que soube da situação insustentável de Nelson Jobim, o ministro Aloizio Mercadante se ofereceu para o cargo. Dilma deu uma risada.