O comentarista e colaborador Milton Corrêa da Costa nos envia o texto publicado no blog da jornalista Mírian Macedo, em que ela confessa que jamais foi torturada ao ser presa na ditadura militar.
***
A VERDADE: EU MENTI
Mírian Macedo
Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade.
Fui uma subversivazinha medíocre, mal fui aliciada e já caí, com as mãos
cheias de material comprometedor. Não tive nem o cuidado de esconder os
jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no
meio dos livros de uma estante, daquelas improvisadas, de tijolos e
tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília
naquele ano de 1973.
Já contei o que eu fazia (quase nada). A minha verdadeira ação
revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática:
MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS!
Repeti e escrevi a mentira de que tinha tomado choques elétricos
(poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me
ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no
DOI-CODI para o PIC e que eu ficavam ouvindo “gritos assombrosos” de
outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por
pouquíssimos segundos: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã
sendo torturada. Os gritos cessaram – achei, depois, que fosse gravação –
e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de
cabelo tocado).
Eu menti dizendo que meus algozes diversas vezes se divertiam
jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos
degraus, alguém me amparava (inventei “um trauma de escadas”, imagina). A
verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo,
alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.
Quanto aos empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão,
não houve violência nem chegaram a machucar nada mais que um gesto
irritado de um dos inquisidores, eu os levava à loucura, com meu
enrolation. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a
arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: “Você é muito
inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto”.
Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias
em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca
de “vítima da repressão”. A impressão, pelo relato, é de que aquilo
deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje,
os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que
eu estou falando.
Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos
podem ser consideradas tortura inumana se comparadas ao que (não) sofri
nas mãos dos agentes do DOI-CODI.
Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que
todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido barbaramente
torturados falávamos a verdade?
Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das barbaridades e
torturas eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém
apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos barbaramente
torturados e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei,
técnica do torturadores. Não, técnica de torturado, ou seja, mentira.
Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: “quando sair da cadeia,
diga que foi torturado. Sempre.” A pior coisa que podia nos acontecer
naqueles “anos de chumbo” era não ser preso. Como assim, todo mundo ia
preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da
pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de
verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis,
cabras bons.
Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saímos com a aura de hérois e
a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas,
para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin
já tínhamos nos ensinado o que fazer.
E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as
patifarias e amarelões que nos acometiam quando ficávamos cara a cara
com os “ômi”. Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater.
Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.
Quando um dia perguntaram-me se eu queria conhecer a marieta, pensei que
fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que
marieta era uma corruptela de maritaca (nome que se dava à maquininha
que rodava e dava choque elétrico). Eu não a quis conhecer.
Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a
ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha
lido): “A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o
Brasil conheça”, escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra.
Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de verdade
sufocada? Vou conferir.
(Fonte Tribuna da Imprensa)
Este blog e dedicado aos brasileiros que são tratados como Hienas pelos dirigentes desta nação. Mesmo que voce não seja uma hiena venha participar desta tribuna, pois se eles assim desejam, sejamos as Hienas reunidas na alcateia prontas para combater a corrupção e denunciar os seus desmandos. Este é um espaço livre onde sua opinião tem valor.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
A banda jovem mais surpreendente dos últimos tempos
Quem não suporta mais bandas formadas por jovens ou crianças feitas claramente com o objetivo de arrecadar muito dinheiro sem se preocupar com a qualidade musical. Entretanto, não é o caso da VazquezSounds, uma banda mexicana que ficou conhecida na última semana pela incrível execução de Deep, da cantora Adele.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
National Geographic exibe as fotos que estão concorrendo ao prêmio de melhor do ano
Confira algumas fotos que estão concorrendo.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Assistente de ativista Ai Weiwei é acusado de disseminar pornografia
Foto: AFP Governo chinês diz que foto artística compartilhada na internet é obscena e pornográfica O Globo Um dos assistentes do artista chinês Ai Weiwei está sendo investigado pela polícia local acusado de disseminar pornografia na internet, segundo divulgou o próprio ativista nesta sexta-feira. De acordo com Weiwei, o cinegrafista Zhao Zhao foi questionado por autoridades na última quinta-feira sobre uma foto artística que ele teria compartilhado. A imagem intitulada “Um tigre, oito seios” mostra Weiwei ao lado de quatro mulheres, todos nus e sentados em cadeiras chinesas tradicionais, em contraste com um fundo branco. O ativista criticou a ação das autoridades chinesas e questionou se os agentes conseguem compreender o que é “arte e cultura”. - Se eles entendem nudez como pornografia, então a China deve estar ainda no período da dinastia Qing – criticou Weiwei. Zhao acrescentou que a polícia o informou que ele deve ser processado criminalmente por ter compartilhado a foto e por ela ter se espalhado na rede. Mesmo que as denúncias ainda não tenham atingido Weiwei, o cinegrafista acredita que as acusações fazem parte da perseguição do governo ao ativista. - Eles disseram: “Essa fotografia é obscena”. Eu eu disse “Eu não acho isso. O que é obsceno nesta imagem?”. Então, eles responderam: “É obscena, e basta”. Como os esforços deles para atingir Weiwei ainda não tiveram nenhum efeito, como no caso da cobrança dos impostos, eles estão tentando por outros meios – afirma Zhao. Leia mais em Assistente de ativista Ai Weiwei é acusado de disseminar pornografia
Imaginem então o que aconteceria se o governo chinês visse os nus ginecológicos que temos aqui no Brasil.
Foto: AFP Governo chinês diz que foto artística compartilhada na internet é obscena e pornográfica O Globo Um dos assistentes do artista chinês Ai Weiwei está sendo investigado pela polícia local acusado de disseminar pornografia na internet, segundo divulgou o próprio ativista nesta sexta-feira. De acordo com Weiwei, o cinegrafista Zhao Zhao foi questionado por autoridades na última quinta-feira sobre uma foto artística que ele teria compartilhado. A imagem intitulada “Um tigre, oito seios” mostra Weiwei ao lado de quatro mulheres, todos nus e sentados em cadeiras chinesas tradicionais, em contraste com um fundo branco. O ativista criticou a ação das autoridades chinesas e questionou se os agentes conseguem compreender o que é “arte e cultura”. - Se eles entendem nudez como pornografia, então a China deve estar ainda no período da dinastia Qing – criticou Weiwei. Zhao acrescentou que a polícia o informou que ele deve ser processado criminalmente por ter compartilhado a foto e por ela ter se espalhado na rede. Mesmo que as denúncias ainda não tenham atingido Weiwei, o cinegrafista acredita que as acusações fazem parte da perseguição do governo ao ativista. - Eles disseram: “Essa fotografia é obscena”. Eu eu disse “Eu não acho isso. O que é obsceno nesta imagem?”. Então, eles responderam: “É obscena, e basta”. Como os esforços deles para atingir Weiwei ainda não tiveram nenhum efeito, como no caso da cobrança dos impostos, eles estão tentando por outros meios – afirma Zhao. Leia mais em Assistente de ativista Ai Weiwei é acusado de disseminar pornografia
Imaginem então o que aconteceria se o governo chinês visse os nus ginecológicos que temos aqui no Brasil.
Memento, asine, nomina stultorum scribuntur ubique locorum...
Esse latinorum todo fazia parte do trote dado aos calouros da Faculdade de Direito da Universidade do Brasil (falo de causo acontecido no final dos anos 50 do século passado...). Era o que estava escrito no Diploma de Burro que um amigo recebeu e teve que assinar!
Não se assustem que não vou embrenhar pelo caminho muito frequentado pelos meus contemporâneos: “no meu tempo...”.
Pelo simples motivo que meu tempo foi ontem, é hoje e será amanhã enquanto Deus me der a graça de estar viva.
Na escola não tínhamos tias. Tínhamos professoras e professores. Não havia supermercado e as compras da casa eram feitas no armazém e anotadas em um caderno. A mínima suspeita bastava para o freguês abandonar aquele estabelecimento. O caderno tinha que ser a expressão da verdade.
Qualquer objeto novo encontrado em nosso quarto, ou pasta escolar, ou bolso, uma borracha, um lápis, um apontador, era investigado como se fosse uma bomba prestes a explodir e no dia seguinte devolvido à professora. Mentir para pai e mãe era um pecado para ser confessado ao padre antes da comunhão...
Com isso quero dizer que a geração que antecedeu a minha não tem culpa. Bem que tentou. Às vezes lembro-me da Dona Iracema, diretora do Bennett, lendo em voz alta a Oração aos Moços numa daquelas assembleias semanais. Nós achávamos muito, muito chato.
Hoje acho que além de chato, que me perdoe o espírito de Ruy Barbosa, aquele célebre texto foi prejudicial porque acendeu a luz errada em nossas mentes: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.
Pois foi. O brasileiro desanimou e de repente, não mais que de repente, sem soneto divino, em prosa rasteira mesmo, entramos no reino da rebimboca da parafuseta.
A conclusão: o redator do Diploma de Burro, creio eu que anônimo, era um gênio. Memento, asine, nomina stultorum scribuntor ubique locorum*...
Ontem nós, brasileiros de todos os tamanhos, feitios e cores recebemos nosso Diploma de Burros das mãos dos Três Poderes. Carlos Lupi não mentiu. Nós é que o compreendemos mal. Ele jantou em casa do Adair, voou pelos céus do Brasil com o Adair, deu uma pequena ajuda de milhões às ONGs do Adair, mas ele não tem relações com o Adair. Não são nem conhecidos!
O Diploma de Burros nos foi dado a todos nós ontem: *Lembre-se, asno, o nome dos idiotas está escrito por toda parte.
Simbora assinar!
(texto da Maria Helena Rubinato)
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
'EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO DE JANEIRO'
- artigo de Sylvio Guedes
No momento em que se celebra a "ocupação" da favela da Rocinha, sem explicar por que o Rio de Janeiro tolerou o controle exercido por uma década pelos traficantes, em uma comunidade de quase meio milhão de pessoas, é hora de reler o artigo do jornalista carioca Sylvio Guedes. Radicado em Brasília, ele foi editor-chefe dos principais jornais da capital. O título do artigo é "Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro":É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.
Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente.
Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon.
Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias.
Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco.
Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca – e brasileira, por extensão.
Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato. Festa sem cocaína era festa careta.
As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.
Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.
Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastaquera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade.
Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado.
São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros.
Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir:
“Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro.”
Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
'Va Pensiero' - Maestro Riccardo Muti, Ópera de Roma
No último dia 12 de março a Itália festejava os 150 anos de sua criação, ocasião em que a Ópera de Roma apresentava Nabucco, de Verdi, símbolo da unificação do país.Silvio Berlusconi assistia à apresentação, dirigida pelo maestro Riccardo Muti. Antes da apresentação o prefeito de Roma, Gianni Alemanno – ex-ministro do governo Berlusconi, discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura.
Como Muti declararia ao TIME, houve, já de início, uma ovação incomum, clima que se transformou numa verdadeira 'noite de revolução' quando ele sentiu uma atmosfera de tensão aos primeiros acordes do Va pensiero.
"Há situações que não se pode descrever, mas apenas sentir; o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino; clima que se transforma em fervor aos primeiros acordes do mesmo. A reação visceral do público quando o coro entoa – ‘Ó minha pátria, tão bela e perdida’."
Ao terminar o hino que é o hino extraoficial da Itália, os aplausos da plateia interrompem a ópera e o público se manifesta com gritos de bis, viva Itália, viva Verdi.
Não é usual dar bis durante uma ópera. O maestro hesitou, como declarou depois: "não cabia um simples bis; tinha que haver um propósito específico".
Riccardo Muti então se voltou no púlpito, encarou o público e com ele o próprio Berlusconi. Fez-se silêncio. Reagindo a um grito de "longa vida à Itália", ele falou:
"Sim, concordo com longa vida à Itália mas ... [aplausos]. Não tenho mais 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto aquiesço ao vosso pedido de bis para o Va Pensiero. Isto não se deve apenas ao sentimento patriótico que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o coro que cantava ‘Ó meu pais, belo e perdido’, eu pensava que a continuarmos assim, mataremos a cultura sobre a qual se assenta a história da Itália.
Neste caso, nós, nossa pátria, será verdadeiramente ‘bela e perdida’ (longos aplausos).
Reina aqui um ‘clima italiano’; eu, Muti, me calei por longos anos. Gostaria agora... nós deveríamos dar sentido a este canto; como estamos em nossa casa, no teatro da Capital, e com um coro que cantou magnificamente e foi belissimamente acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos."
Foi assim que Muti convidou o público a cantar o Coro dos Escravos. Os espectadores se levantaram. Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou. Reparem no pranto dos artistas:
A grande alma do povo italiano tornou a vencer, como vimos neste dia 12 de novembro de 2011, oito meses depois dessa noite inesquecível em Roma.
domingo, 13 de novembro de 2011
Dilma confessa que também ama Lupi e marca casamento
The i-Piauí Herald
Dilma prometeu amá-lo, respeitá-lo e mantê-lo seja no Trabalho, na Saúde ou na Pesca.
Segundo boletim médico liberado pelo Planalto, logo após ouvir a declaração de amor do ministro do Trabalho Carlos Lupi, feita em rede nacional, a presidenta Dilma foi acometida de palpitações e calores generalizados.
Semi-desfalecida, a presidenta convocou as ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffman, além de sua mãe. Depois de uma demorada conversa, na qual houve choro, a primeira mandatária confessou ao grupo que também acalentava sentimentos complexos em relação a Lupi.
Horas depois, em entrevista ao vivo no Jornal da Globo, Dilma batucou um refrão do Raça Negra: "O amor faz a gente enlouquecer / faz a gente dizer coisas / Pra depois se arrepender/ Mas depois, vem aquele calafrio / E o medo da solidão faz perder o desafio". Findo o último verso, a presidenta piscou para a câmera e sussurrou: "Lupito, essa é para você". A seguir, fez um coração com as mãos.
Pela manhã, os dois enamorados se encontraram no Parque da Cidade, bucólico jardim no Rio de Janeiro conhecido por gerações de noivos que ali registram as fotografias de seus enlaces amorosos. Repórteres presentes à cena informaram que os dois chegaram num Monza azul, Dilma guiando e Lupi no banco do carona.
Em comentário chistoso, o ministro confidenciou a um cinegrafista da RedeTV! que lhe parecia algo exagerada a quantidade de laquê do penteado presidencial.
Seguiram-se as belas formalidades. Vestido em trajes búlgaros, Lupi abriu uma caixa com a logomarca da Vale do Rio Doce e de lá sacou duas alianças de ouro. Com olhar republicano fixado na presidenta, pôs-se então a solfejar: "Esse metal precioso foi garimpado no coração do Brasil com o suor de trabalhadores qualificados por ONGs de inclusão social. Aceite esse sacrifício de nosso povo e sele de uma vez por todas a nossa eterna aliança".
Os assessores próximos à cena não contiveram a emoção ao registrar a resposta de Dilma: "Aceito, mas você terá de pedir minha mão para mamãe".
Os dedos carmesins do crepúsculo mal avançavam sobre o céu fluminense quando decidiu-se marcar as bodas. Michel Temer ligou para exigir que todos os padrinhos sejam vinculados ao PMDB. O partido, que também ficou responsável pela organização da cerimônia, estabeleceu convênios com doze ONGs que irão coordenar todos os aspectos do núbil evento.
"Compramos dezoito sacos de arroz para atirar sobre os noivos, e conseguimos fechar o contrato em prestações de R$ 3 milhões", explicou o vice-presidente.
Aturdido com a notícia, Edison Lobão prometeu recorrer ao STF para anular o casamento.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
UM IMBECÍL CORRUPTO
Ser um imbecil é muito ruim, mas existe algo pior, é ser imbecil e corrupto. Me refiro ao deputado Paulo pereira da Silva, vulgo Paulinho da Força (PDT-SP). Ele nesses dias tornou-se defensor do ministro do Trabalho Carlos Lupi através Força Sindical que ele preside. Expediu um internet, no velho teor de imprensa golpista afirmando: “Não dá para aceitar que a imprensa fique derrubando ministro de 15 em 15 dias”
.
O caso me parece ladrão defendendo ladrão, a ficha de Paulinho é imunda. Ele esteve envolvido num esquema de desvio de dinheiro em que o Banco do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), financiou o prostíbulo de luxo W.E, que erra usado como “lavanderia” de dinheiro desviado do banco.
Tem também o caso de duas Organizações não Governamentais (ONGs) beneficiadas com R$ 119,5 desviados também do BNDES.
Uma dessas ONGs é a Meu Guri, presidida por Elza Pereira, mulher de Paulinho. A outra é a Luta e Solidariedade que, segundo a Polícia Federal, foi presidida por Eleno Bezerra, vice-presidente da Força Sindical e braço direito de Paulinho. A Meu Guri recebeu R$ 37,5 mil e a Luta e Solidariedade captou R$ 82 mil.
Todavia, ele foi condenado esse ano a pagar multa civil de cerca de R$ 1 milhão pelo crime de improbidade administrativa na aplicação de R$ 3 milhões em recursos públicos que seriam usados para comprar uma fazenda no interior de São Paulo e assentar no local 72 famílias, os proprietários das terras teriam se beneficiado com sobrepreço no imóvel, segundo avaliação de peritos do Ministério Público Federal, valia R$ 1,29 milhão.
A afirmativa acima, desse larápio, insuflando indiretamente a censura da impresensa, mostra que por amoralidade, ele confunde honestos jornalista com os pulhas parlamentares que o absolveram.
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