domingo, 31 de julho de 2011

http://www.youtube.com/watch?v=X3yGSJE53kU&feature=player_detailpage#t=60s

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Você Não Se Lembra

Você Não Se Lembra

Quando eu vou vê-lo novamente?
Você se foi sem Adeus, nenhuma palavra foi dita
Nem um beijo de despedida para selar nada
Eu não sabia nada sobre o estado em que estávamos

Mas eu sei que tenho um coração inconstante e amargura
E o olho de um errante, e um peso na minha cabeça.

Mas você não se lembra,
não se lembra?
A razão que me amou antes,
Amor, por favor lembra de mim mais uma vez.

Quando foi a última vez que você pensou em mim?
Ou você me apagou completamente da sua memória?
Muitas vezes penso sobre onde eu errei,
Quanto mais faço, menos eu sei.

Mas eu sei que tenho um coração inconstante e amargura
E o olho de um errante, e um peso na minha cabeça.

Mas você não lembra,
Não lembra?
A razão que me amou antes,
Amor, por favor lembra de mim mais uma vez.

Eu te dei o espaço para que você pudesse respirar,
Eu mantive minha distância, assim você iria ser livre,
Eu espero que você encontre a peça que faltava
Para trazer você de volta para mim.

Porque você não se lembra,
você não se lembra?
A razão que me amou antes,
Amor, por favor lembra de mim mais uma vez.

Quando vou vê-lo novamente?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Lula posa de inocente e se afasta do local do crime

Blog de Augusto Nunes
Desde a descoberta da quadrilha em ação no Ministério dos Transportes, o ex-presidente Lula imita o punguista que capricha na pose de inocente enquanto se afasta da vítima para descer do ônibus no primeiro ponto. A expressão de culpado sem culpa não convence nem passageiros que estão cochilando. Até um bebê de colo sabe que a parceria com o PR é mais uma das incontáveis obras repulsivas que compõem a verdadeira herança maldita.
Foi Lula quem doou a Valdemar Costa Neto, ainda em 2002, o Ministério dos Transportes. Na infame reunião sigilosa que deu origem ao esquema do mensalão, o candidato ganhou o vice José Alencar em troca dos direitos de exploração da usina de contratos superfaturados e negociatas multimilionárias.
Foi Lula quem descobriu, em 2004, que Alfredo Nascimento era o homem certo para o comando do território sem lei. Ficou tão satisfeito com a performance do ministro meliante que o reinstalou no cargo no segundo mandato e exigiu de Dilma Rousseff que ali o mantivesse.
Só agora, muitos dias depois de desbaratado o bando, o animador de auditório criou coragem para murmurar platitudes sobre mais um escândalo. Primeiro, balbuciou que a sucessora está agindo direito e mudou de assunto.
Nesta quinta-feira, subiu o tom de voz dois ou três decibéis para fazer de conta que não tem nada com isso. ““Se as pessoas agirem com honestidade e com decência, todo mundo poderá ser absolvido”, recitou o Padroeiro dos Companheiros Pecadores. “Se cometeram erros, as pessoas devem ser punidas. Isso vale para a presidente Dilma, valia para mim e vale para qualquer um”.
O cinismo que jorra do palavrório é tão nauseante quanto previsível. Haja estômago para suportar um Lula discorrendo sobre honestidade e decência sem temer que um raio bíblico lhe caia sobre a cabeça.
Mas nada tem de surpreendente ouvi-lo qualificar de “erros” os assaltos aos cofres públicos que se repetem em ritmo de Fórmula-1 há oito anos e meio, com as bênçãos do Planalto, e não têm data para terminar.
Caso use as palavras certas ─ ladroagem, corrupção, roubalheira, fora o resto ─, Lula terá de admitir que nunca antes neste país um presidente da República juntou tantos bandidos no mesmo governo.
O Ministério dos Transportes é só mais um entre quase 40. O PR é apenas uma ramificação da imensa quadrilha federal.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A caravana da aleivosia

Ex-presidente é um cargo. Antes, recebia até os mesmos rendimentos do titular. Agora, e até o fim da vida, tem direito a servidores à disposição – oito, entre assessores, motoristas e seguranças –, além de veículos e combustível.
No exterior, é tratado pelo pessoal das embaixadas como se ainda ocupasse a cadeira. Portanto, se gasta dinheiro público, é lícito exigir que mantenha certa decência. Não é o que vem fazendo Luiz Inácio da Silva.
Desde 1º de janeiro, já faturou com palestras a empresas que ganharam demais durante seu governo, já se hospedou em instalações militares, enfim, foi o Lula de sempre.
Ninguém se espanta porque continua fazendo fora o que fez durante – apequenar os postos que ocupa. Na semana passada, esteve em Goiânia a praticar seu esporte predileto, falar besteira. As bobagens ditas no exercício da Presidência eram relevadas pela anestesia da popularidade e os disparates proferidos na planície têm a intenção de preservar os índices do Planalto.
No congresso que elegeu a nova diretoria da União Nacional dos Estudantes, Lula evitou frustrar expectativas e atentou o tempo inteiro contra os eleitos por ele para seus inimigos, a Língua Portuguesa, a moralidade, a opinião livre, a compostura do cargo.
A visita a Goiás para o convescote da UNE faz parte da Caravana Rolidei, reedição da Caravana da Cidadania, realizada pelo interior do país antes de ser presidente da República.
Ao chegar aos Estados, a primeira providência é invocar o terceiro turno. Quem não ajudou sua candidata é chamado à execração. Como se fosse errado negar apoio ao populismo, Lula mostrou que a economia não foi a única coisa estável nos últimos 17 anos – sua ignorância, também.
Teve tanto tempo para estudar e nada aprendeu, apenas passou oito anos fazendo curso de lulismo, lulês, lulogia, lulopatia, lulocracia.
No evento dos estudantes, ao custo de R$ 4 milhões de reais pagos pela Petrobras, Lula aproveitou para desancar os veículos de comunicação – justo ele, uma cria da liberdade de imprensa.
Nisso, regrediu. O apóstolo da mídia pró começou a caminhada de messias no jornalismo contra. Cresceu combatendo a ditadura nas mesmas páginas que hoje gostaria de tiranizar. Fez-se líder nos espaços atualmente chamados de golpistas por sua turma.
Os moços que o ouviam, alguns com meio século de idade e comemorando bodas de prata na militância estudantil profissional, saíram dali diretamente para a Marcha da Maconha, na qual predominavam cartazes pedindo “liberação de todas as drogas”.
Comparado a manietar a opinião, apologia aos entorpecentes é crime anão.
Lula ensinou aos jovens que vale tudo para se chegar ao e se perpetuar no poder. Vale desrespeitar a sucessora, que afrontou ao indicar ministros enrolados e voltar a Brasília pedindo que “não ceda a pressão das manchetes”, ou seja, não leia e não veja, não saiba o que ocorre na Esplanada, não exonere malfeitores, mesmo os pegos com as penas nos dentes.
Vale se macaquear de presidente e dizer que a União tem de perseguir os governadores da oposição. Para isso, vale usar o BNDES como arma, como salvar a companheirada falida, inclusive a da “proteína animal”, em vez de investir em setores estratégicos carentes de investimento, como o energético.
A Caravana Rolidei segue seu curso, açoitando o idioma, apedrejando a probidade, a meio milhão por palestra e 4 milhões por encontro. Nesse ritmo, vai sobrar pouca moral a ser achincalhada pela turba.
Resta à nação relevar os discursos para a figura de ex-presidente, atolada na aleivosia, não se confundir com isso que perambula pelo país.

Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM/GO)

sábado, 16 de julho de 2011

Vídeo: A cientista que curou seu próprio cérebro

Jill Bolte Taylor teve uma oportunidade de pesquisa que poucos cientistas cerebrais desejariam: ela sofreu um grave derrame, em 1996, aos 37 anos – e pode observar enquanto suas funções de movimento, fala e autoconsciência entraram em falência, uma a uma.

Taylor demorou oito anos para se recuperar do acidente, que mudou sua vida para sempre.

Hoje, ela vive dando palestras, pedindo doações para pesquisas neurológicas e inspirando pacientes de derrames. Ela toca violão e monta vitrais coloridos e não faz mais pesquisas com ratos. Fala sobre viver em harmonia com o Universo, defende que encontremos um equilíbrio entre o lado direito (criativo) e o esquerdo (racional) dos nossos cérebros e está seriamente empenhada em “mudar o mundo”.

Seu livro, traduzido em dezenas de línguas (no Brasil ele se chama “A cientista que curou seu próprio cérebro”), virou um best seller. Em 2008, ela deu uma palestra imperdível, e emocionante, no TED, que já foi vista por mais de 6 milhões de pessoas em todo o mundo.





sexta-feira, 15 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Não sei se é repeteco, sei que é atual!

É, de fato é preciso que alguns defensores das "minorias" reflitam sobre suas posições...
Em algum lugar deste Brasil, um prédio de 4 andares foi totalmente destruído pelo fogo; um incêndio terrível.
Todas as pessoas das 10 famílias de sem-teto, que haviam invadido o 1º  andar, faleceram no incêndio.
No 2º andar, todos os componentes das 12 famílias de retirantes, que viviam dos proventos da "Bolsa Família", também não escaparam.
O 3º andar era ocupado por 4 famílias de ex-guerrilheiros, todos beneficiários de ações bem sucedidas contra o Governo, filiados a um partido politico influente, com altos cargos em estatais e empresas governamentais, que também faleceram.
No 4º andar viviam engenheiros, médicos, advogados, professores, empresários, bancários, vendedores, comerciantes e trabalhadores com suas famílias. Todos escaparam.
Imediatamente a "Presidenta da Nação" e toda a sua assessoria mandou instalar um inquérito para que o "Chefe do Corpo de Bombeiros" explicasse a morte dos "cumpanheiros" e por que somente os moradores  do 4º andar haviam escapado.
O Chefe dos Bombeiros respondeu:
"Eles não estavam em casa. Estavam trabalhando."

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Reféns de Pagot

Quem tem medo de Luiz Antonio Pagot, Diretor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura (Dnit) do Ministério dos Transportes, que a presidente Dilma Rousseff tentou afastar do cargo?
Pagot bateu o pé e não se afastou.
A Casa Civil da presidência da República achou melhor autorizá-lo a entrar de férias. O Congresso ouvirá Pagot esta semana.
O coração do governo bate acelerado. Pagot fazia parte do bando dos quatro auxiliares do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, desalojados dos seus postos por suspeita de envolvimento com irregularidades – licitações fraudulentas, contratos superfaturados, enriquecimento ilícito e cobrança de comissão para o PR.
Os outros três membros do bando acataram a decisão de Dilma.
Pagot, não - desafiou Dilma e venceu por ora. Voou para Cuiabá, onde tem casa. E ameaça jogar titica no ventilador.
É o que assombra Dilma, Lula, a quem Pagot deve o cargo, ministros e o PT, dono de uma das diretorias do Dnit.
Bem feito!
Quem mandou nomear um sujeito como Pagot para administrar um dos maiores orçamentos da República?
O Dnit tem para gastar R$ 17 bilhões somente este ano.
Pagot foi parar no Dnit em 2007 a pedido de Blairo Maggi, na época governador do Mato Grosso, de quem foi sócio e a quem serviu como secretário de Estado.
Na ocasião, o Ministério Público do Mato Grosso investigava um negócio suspeito feito entre Pagot quando era Secretário de Infra-Estrutura, e Moacir Pires, secretário de Meio Ambiente.
Empresa de Pires ganhou licitações na secretaria de Pagot. Dois anos antes, Pires havia sido preso pela Polícia Federal e denunciado por extração ilegal de madeira.
O negócio suspeito: Pagot admitiu à Justiça ter morado de graça durante 22 meses em um apartamento de Pires. Disse que levou quase três anos para comprar o apartamento a prestações. E que pagou por ele R$ 205 mil com dinheiro que guardava em casa. E que entregou o dinheiro em mãos de Pires. E, por fim, que não tinha recibo da transação.
Quer mais?
Entre abril de 1995 e junho de 2002, Pagot servira no Senado como secretário do senador Jonas Pinheiro (DEM-MT). No mesmo período era acionista e diretor da Hermasa Navegação da Amazônia, empresa do grupo empresarial de Blairo, com sede em Itacoatiara, a 240 quilômetros de Manaus.
Além de carecer do dom da ubiqüidade para estar ao mesmo tempo em Itacoatiara e em Brasília, separadas por 3.490 quilômetros, Pagot não poderia acumular a função de servidor do Senado com a de sócio de uma empresa privada, segundo a lei 8.112 que “dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União”.
Crime de falsidade ideológica ocorre quando se omite “em documento público ou particular declaração que dele devia constar”.
Para trabalhar no Senado, Pagot omitiu que era sócio e trabalhava para Blairo. Quando precisou da aprovação do Senado para assumir o Dnit, omitiu no seu currículo que fora servidor do Senado.
Lula desconhecia o passado de Pagot quando o nomeou para o Dnit? E Dilma quando o manteve ali?
Que nada!
Antes de o Senado aprovar a nomeação, o passado de Pagot foi dissecado pelo senador Mário Couto (PSDB-PA) em inflamados discursos. Lula, primeiro, e Dilma depois, queriam, sim, agradar Blairo, que doou dinheiro para suas campanhas.
Como chefe da Casa Civil, Dilma monitorou de perto os ministérios com maior número de obras do Programa de Aceleração do Crescimento – e o dos Transportes era um deles. Lula disse que Dilma era melhor executiva do que ele.
Então pergunto: escapou a Dilma o que se passava nos Transportes?
De nada sabia? Nada mesmo?
Só acordou quando soube que a Polícia Federal colecionava provas da bandalheira e estava perto de agir? Foi quando disse que o ministério precisava de babás quando na verdade precisava de uma rigorosa faxina?
Pagot avisou aos interessados que eram colegiadas as decisões tomadas no Dnit. E que muitos contratos foram superfaturados para ajudar a pagar despesas da campanha de Dilma.
Será possível?
Por sua vez, Dilma mandou dizer ao PR que o ministério dos Transportes continuará sob o controle do... PR. E despachou emissários para acalmar Pagot.
Triste começo de governo. Mas coerente com o anterior.

A_HIENA
A que ponto chegou este pais onde um canalha chantageia a presidente, e ninguém toma providencia, pois estão todos com a bunda na janela. É o fim da picada.

SORTE NO JOGO

Sandro Pedroso fala sobre estreia na novela das oito: ‘Ganhei na Mega-Sena’
Ator, que é namorado de Susana Vieira, diz que está se preparando muito para estar em ‘Fina Estampa’, e que não liga para possíveis críticas.

Se o prêmio para ganhar na Mega-Sena é ter que pegar a Suzana Vieira antes, vou parar de apostar.
Prefiro ganhar um frango aqui na rifa do prédio.

Por favor, que alguém esclareça, se puder. O consagrado jornalista Jorge Bastos Moreno, de O Globo, está mesmo afirmando que Lula tem um caso com a presidente Dilma?


Carlos Newton
O colunista Ibrahim Sued vivia repetindo que “em sociedade tudo se sabe”. É verdade. De uma maneira ou outra, as informações acabam surgindo e circulando. Agora, com a revolução da internet, a velocidade da notícia passou a ser realmente meteórica, em tempo real, costuma-se dizer.
Os jornalistas brasileiros ainda mantêm um certo pudor em abordar a privacidade dos governantes, especialmente a vida amorosa. Nesse ponto, a imprensa brasileira é muito mais civilizada do que a inglesa ou a norte-americana, por exemplo, onde os tablóides denigrem qualquer um, com total liberalidade.
Mas nossos jornalistas sempre dão um “jeitinho brasileiro” de fazer revelações picantes, mesmo pisando em ovos e em linguagem mais ou menos cifrada, mas que acaba sendo entendida, pois o velho ditado nos ensina que, para quem sabe ler, um pingo já é letra.
No dia 27 de junho, por exemplo, o colunista Ricardo Noblat, de O Globo, encontrou uma curiosa maneira de dizer que o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, estava se separando da primeira-dama Adriana Ancelmo.
No violentíssimo artigo que publicou, sob o título “Diz aí, Cabral!”, Noblat deu a seguinte informação: “Sou do tempo em que os políticos escondiam amantes, tesoureiros de campanha e empresários do peito. Amantes ainda são mantidas à sombra – embora algumas delas, de um tempo para cá, tenham protagonizado barulhentos escândalos. Outras morrem sem abrir o bico”.
Comentamos aqui no blog que, com invulgar habilidade, Noblat contou tudo, sem dizer nada, revelando com clareza que a morte de Fernanda Kfuri era mais um motivo para o desespero do governador e para a insistência em “amarrar” com o amigo Eike Batista a história do empréstimo do avião, mentindo sobre a hora em chegou a Porto Seguro etc. e tal.
Agora, no sábado, outro destacado colunista de O Globo, Jorge Bastos Moreno, bem-informadíssimo sobre os bastidores políticos de Brasília, publicou uma nota, também em linguagem mais ou menos cifrada, a respeito do misterioso sumiço de Dilma Rousseff, durante cinco horas, no Rio de Janeiro, na semana passada, sob o título “O desaparecimento da presidente Dilma”.
Então, vamos conferir o texto publicado por Jorge Bastos Moreno, em sua coluna política na página 3 de O Globo:
“O amor verdadeiro é o maior antídoto contra intriga. Onde existe amor, não há desconfiança.
Na última quarta-feira, depois de uma visita oficial ao Rio, a presidente Dilma simplesmente desapareceu. Avisou aos ministros da sua comitiva, já dentro da base aérea do Galeão:
“Me esperem aqui. Vou ali e volto já”.
Dilma só reapareceu para o embarque cinco horas depois.
Perguntem-me se, na volta, alguém teve a coragem de perguntar o que ela esteve fazendo nesse tempo todo.
Durante cinco horas, Dilma esteve reunida, em algum lugar da cidade, com Lula.
Vejam que gracinha: Lula estava na base aérea de São Paulo, onde teria uma conversa com a presidente. Quando soube que Dilma se atrasara na cerimônia do Rio, resolveu esperá-la na base aérea do Rio e, assim, evitar seu deslocamento.
- Presidente da República é Dilma. Eu, que não sou mais nada, é que tenho que ir ao encontro dela – ponderou Lula ao cerimonial do Palácio.
Mesmo com uma baita crise sobre as costas, Dilma voltou a Brasília tão feliz, mas tão feliz, que até parecia ter visto um passarinho azul.
E viu!”
Esta surpreendente nota foi publicada no sábado. Note-se que Moreno foi muito mais contundente do que Noblat, cuja afirmação até passou despercebida para muita gente que ainda não tinha recebido nada pela internet, que àquela altura já começava a ficar infestada de mensagens circulando sobre Fernanda Kfuri e Cabral.
Moreno foi direto ao ponto. Começa a nota falando que “o amor verdadeiro é o maior antídoto contra a intriga” e  dizendo que “onde existe amor, não há desconfiança”. Só faltou dizer que “o amor é lindo”. Depois, fala sobre longa duração do encontro secreto entre Lula e Dilma, e termina com uma observação picante sobre a presidente, dizendo que, “mesmo com uma baita crise sobre as costas, Dilma voltou a Brasília tão feliz, mas tão feliz, que até parecia ter visto um passarinho azul. E viu!”
Essa lembrança do passarinho azul, inclusive, é muito original, nunca ninguém ouvira falar disso. Quem chegou mais próximo foi Collor, na Presidência da República, quando disse “ter nascido com aquilo roxo”. De certa forma, de roxo para azul, não fica tão destoante assim.
Durante todo o sábado, aguardamos que saísse algum desmentido à nota de Moreno. O Planalto podia dizer que a presidente Dilma fora visitar uma velha amiga guerrilheira, que está doente, algo assim. Mas nada. Então esperamos passar 24 horas e fomos conferir na edição de domingo de O Globo, para ver se o Planalto ou o próprio Lula tinham se manifestado a respeito. Ainda nada.
Então, será que estou maliciando demais as coisas? Será que nenhuma outra pessoa entendeu a mensagem de Jorge Bastos Moreno da mesma forma do que eu? É possível acreditar que seja apenas “uma brincadeira” do jornalista?
Mas não se brinca com esse tipo de coisas. E os editores do jornal não deixariam ser publicada “uma brincadeira” dessa gravidade. Então, para que possamos realmente saber a quantas anda este país, por favor, que alguém esclareça essa situação, se puder.

Diário de Dilma: ‘Formei a mesa de tranca’

“DIÁRIO DA DILMA”, PUBLICADO NA EDIÇÃO 58 DA REVISTA PIAUÍ

1º DE JUNHO_Dizem que junho não é um bom mês para sagitarianos. Com ascendente em Escorpião, então, nem se fala. Já deixei dois recados com a minha astróloga. Deve ter alguma coisa encalacrada no meu mapa. Palocci e pneumonia ninguém merece. Minha tia queria trazer um pai de santo muito bom aqui da Ceilândia, para tirar o mau-olhado. Começo hoje uma trezena de santo Antônio.
Não aguentei e li meu horóscopo on-line: “Sua Lua está apontada para Vênus. É tempo de mudança. Renove os ares antes que seja tarde.” Tomei um Rivotril.
2 DE JUNHO_Pedi para o Luiz Sérgio gravar Guerra dos Tronos. Vi uma chamada e fiquei curiosa. A verdade é que, com tanta amolação por causa do Palocci, nem consigo mais seguir Cordel Encantado. Tão fofinha, a novela.
Minha astróloga ligou. Disse que tem três eclipses este mês. Achou boa a ideia do pai de santo porque a coisa está brava.
Tive de chamar o Palocci na chincha. Mandei ele ficar de pé no canto da sala, em silêncio, por dez minutos. Depois, parei a um palmo do nariz dele, encarei-o com meu melhor olhar de ex-terrorista e mandei bala, na bucha: “Por santa Rita de Cássia, diz logo para quem prestou consultoria!” Abaixando a vista, o barbudinho concordou em ir ao Jornal Nacional.
Francamente, ficou chato para todo mundo. Ninguém fala mais do meu topete, das minhas roupas. Ninguém compara mais o meu estilo com o do Lula.
Enfim, em casa. Sorvete de passas ao rum, almofadinha para os pés, edredom. Coloquei o DVD que o Luiz Sérgio gravou, e surpresa: um show da Cher em Las Vegas. O que é isso?
3 DE JUNHO_Pelas perucas do Ivon Cury! O Palocci estava horrível noJornal Nacional! Que conversa fiada, cruzes! E aquele canto de mesa com um copo enorme! Estava num restaurante? Ele não percebe que está ficando uma baleia? Daqui a pouco nem cabe mais naquele big apartamento que comprou com as consultorias.
Vou correr a minha agenda de telefones para ver quem pode substituí-lo.
João Santana soube dos eclipses e me mandou fazer um despacho: “Ponha uma vasilha de água sob o sol. Separe um patinho de borracha. À noite, banhe o patinho com a água. Repita por uma semana.” Anotei bem anotado.
6 DE JUNHO_Botei um conjuntinho mais sóbrio para receber o Hugo Chávez. Ah, se tem uma coisa que a Dilminha sabe é agradar um comunista. Pena que o corte não favoreceu, principalmente na cintura. Ainda bem que o Palocci vai atrair todos os holofotes. Nessas horas um escândalo até que ajuda.
Fiquei arrepiada quando o Chávez disse que me achou inteligente e interessante logo na primeira vez que me viu. Mas não dei bandeira: em terra de sapo, mosca não dá rasante. Não sentia uma emoção tão grande desde que pegamos aquele cofre do Ademar. O Lobão estava por perto e acho que ouviu. Bem feito! É para ele parar de se achar.
Patriota ligou: “Ollanta Humala foi eleito presidente do Peru.” Já ia passando um pito por causa dessa mania dele de fazer trocadilho idiota, quando a Ideli Salvatti, que estava por perto, me cochichou que esse era mesmo o nome do homem. Esperta essa Ideli, vou pedir para ela gravar Guerra dos Tronos.
O Franklin Martins apareceu em casa. Achei ele a cara do Gregory Peck. Deve ser o Rivotril.
7 DE JUNHO_Palocci chegou tão cedo no Alvorada que eu estava de bobes. Trouxe a lista das empresas para quem prestou consultoria: Armarinho dos Souza, Judith Calçados, Zezé Confecções, O Rei das Pochetes. Ora, não me venha de borzeguins ao leito. Palocci prestando consultoria de moda, era o que me faltava! Só se fosse da Camisaria Varca. Depois dessa, não tinha mais ambiente para ele continuar.
Fiquei com dor de cabeça. Liguei para o Sérgio Cabral e pedi para ele imitar o Lula. Ri tanto que destravei a tensão nos ombros.
8 DE JUNHO_Dei o maior pito na Helena Chagas. Como ela deixa sair uma foto minha abraçada ao Luiz Sérgio, o que já não favorece, e ainda por cima com a etiqueta do meu sapato espetada para fora?
Topei na agenda com o nome daquela loira paranaense, a Gleisi. Muito gracinha, ela. Resolvido o problema do Palocci, arre!
Molhei o patinho.
10 DE JUNHO_João Santana deixou no gabinete uma carta cumprimentando o Fernando Henrique pelos 80 anos. Tinha um post-it em cima: “Presidenta, fume o cachimbo da paz com o FHC. Vai por mim. Todos os colunistas tucanos (releve a tautologia) vão elogiá-la e, por tabela, ainda enfraquecemos o Serra.” O texto já veio em papel timbrado e com a minha assinatura no final. Êita marqueteiro eficiente! Mas, cá entre nós, querido diário, “releve a tautologia” é coisa de baiano com complexo de Rui Barbosa.
Adorei os comentários de que a Gleisi é a “Dilma da Dilma”. Ai, se eu tivesse aquele narizinho…
12 DE JUNHO_Fui checar meu perfil clandestino do Facebook e topei com um vídeo superbonitinho, inspirado na música Eduardo e Mônica. Curti e encaminhei para o Fernando Haddad.
Mudança, mudança, mudança: troquei o manobrista com o cozinheiro, a Ideli pelo Luiz Sérgio, e estreei um novo jogo de roupa de cama. Essa de botar a Pesca na Articulação Política foi de gênio. De um golpe, resolvi minha turma da tranca: eu e a Miriam contra a Ideli e a Gleisi. Já vou marcar uma rodada para sábado à noite. Aproveito e faço um quentão, que eu adoro. Depois assistimos a umas reprises de Sex and the City.
13 DE JUNHO_O Lobão está se sentindo a última bolacha do pacote depois que ganhou um par de ray-ban do Antonio Banderas. O Nelson Jobim veio dizer que o homem agora só aparece armado de uma expressão penetrante. Ao se apresentar, franze o cenho e diz: “Meu nome é Edison Lobão, o perigote da presidenta.” Parece o Zé Bonitinho.
14 DE JUNHO_O Haddad me manda um e-mail com uma nova sugestão para o vídeo contra a homofobia: duas amigas que acabam se apaixonando. O título? “Eduarda e Mônica”. Como diria o Robin: “Santa Herança do Lula!”
Esqueci de dar banho no patinho.
15 DE JUNHO_Juntei minhas meninas Ideli e Gleisi para uma primeira rodada de tranca. E preparei uma surpresinha: pedi para a irmã do Chico Buarque trazer uma fita com as músicas inéditas dele.
16 DE JUNHO_O PMDB parece criança: quando a gente dá uma coisa, ele já pede outra. Agora, além de aturar o Temer, tenho de dar ouvidos para os pedidos de sigilo eterno do Sarney e do Collor. E eu doida para fuçar esses documentos.
A música do Chico falava de uma mulher sem orifícios. Fiquei com isso na cabeça. O que será que ele quis dizer? Vou perguntar para a irmã dele. Ainda bem que não a mandei embora.
21 DE JUNHO_O George Clooney terminou com aquela italiana. Esse o Patriota não convida para visitar a gente.
22 DE JUNHO_Delícia de feriadão! Vou aproveitar o São João em Caruaru, faço uma social e depois dou um perdido na turma. Já vou colocar o vestido caipira na mala.
23 DE JUNHO_Aécio caiu do cavalo e o Indio da Costa foi pego na blitz da lei seca. Parece que meu inferno astral está no fim.
25 DE JUNHO_Tentei achar o Lula. Queria pedir para ele ligar para o Fidel e saber o que tem de verdade na boataria sobre o Chávez. Mas o Lula caiu na clandestinidade. Deve estar “fazendo palestra” no jatinho de algum empresário. Essas coisas o PT não vê.
27 DE JUNHO_Marieta Severo para interpretar Dilminha no cinema? Sei não. Adoro a dona Nenê, mas a Paola Oliveira não é mais parecida? Ela está ótima em Insensato Coração. E quem fará o papel do Lobão? Será que o Antonio Banderas esteve no Brasil para isso?
* Escrito por Renato Terra, apresentado pela revista Piauí como o ghost-writer não oficial e não autorizado de Dilma Rousseff.

sábado, 9 de julho de 2011

Tem algumas coisas na Internet que são simplesmente cativantes. Uma delas é o RoboHash. Esse ai em baixo é o "A-HIENA", e abaixo,  "A-HIENA.BLOGGER.COM":


O RoboHash cria a imagem de um "robot/alien/monster/whatever", baseado em um texto ou sequência numérica. Seu login. uma URL, seu numero de telefone ou seu nome completo são exemplos de "strigs" que o RoboHash usa para gerar uma criatura única, dentre as centenas de milhares de combinações possíveis.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O “CONTRAPASSO”

Charge de Roque Sponholz e Texto de Giulio Sanmartini.
Tenho  repetido com bastante freqüência  o “contrapasso” de Dante Alighieri , que acontece no terceiro círculo do Inferno, onde se inflige aos culpados o mesmo tipo de ofensa que eles infligiram aos outros.

José Dirceu, quando ministro da casa civil classificou com a aprovação do presidente Lula, o legado de Fernando Henrique Cardoso, como herança maldita, a atual presidente, na época ministra das Minas e Energia, foi conivente nessa ofensa.
Crise política inflação em alta e situação fiscal deteriorada – acabou fazendo com que a agenda econômica da presidente Dilma Rousseff andasse a passo de tartaruga no primeiro semestre de 2011. Os principais compromissos de campanha – avançar na reforma tributária, desonerar a folha de pagamento das empresas, corrigir os limites do Simples e ampliar a desoneração do setor produtivo como uma nova política industrial – ficaram no papel.
Dilma foi obrigada a passar os seis primeiros meses do mandato se dedicando a questões econômicas emergenciais e dificuldades que ficaram pendentes.
Está sim é uma verdadeira herança maldita, que lhe chega  de forma inexorável tal qual o .“contrapasso”.
(*) Charge: Dilma limpando a herança maldita.
(*) Texto de apoio: Martha Beck e Cristiane Jungblut.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Xecápi do Antônio



Xecápi do Antônio

O Seu Antônio, aproveitando a viagem a João Pessoa, foi ao médico fazer um 'xecápi'.

Declara o médico:

- Sr. Antônio, o senhor está em muito boa forma para 40 anos.

- E eu disse ter 40 anos?

- Quantos anos o senhor tem?

- Fiz 57 em maio que passou.

- Puxa! E quantos anos tinha seu pai quando morreu?

- E eu disse que meu pai morreu?

- Oh, desculpe! Quantos anos tem seu pai?

- Ele tem 81.

- 81? Que bom! E quantos anos tinha seu avô quando morreu?

- E eu disse que ele morreu?

- Sinto muito. E quantos anos ele tem?

- 103, e anda de bicicleta até hoje.

- Fico feliz em saber. E seu bisavô? Morreu de quê?

- E eu disse que ele tinha morrido? Ele está com 124 e vai casar na semana que vem.

- Agora já é demais!, diz o médico revoltado. - Por que um homem de 124 anos iria querer casar?

- E eu disse que ele QUERIA se casar? Queria nada.... mas ele engravidou a moça...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

DESENVOLVIMENTO SOCIAL???

Charge de Roque Sponholz. Texto de Giulio Sanmartini

Nessa quarta feira o Senado aprovou a Medida Provisória 526/11, concedeno ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, um aporte de mais R$ 55 bilhões. O que permitirá ao Banco participar da  fusão Pão de Açúcar e Carrefour.

A rigor, o que tem a ver um banco estatal de fomento, num país como o Brasil, com fusão de redes varejistas? Nada. Vai mais longe a jornalista Miriam Leitão: “É um disparate completo o BNDES usar dinheiro de dívida pública ou de fundos públicos para capitalizar uma operação estritamente privada, que será boa apenas para o Carrefour, para a família Diniz e para o banco BTG Pactual”.
A justificativa do banco que a operação facilitaria a colocação de mercadorias brasileiras no exterior, faz vir frouxos de risos, tal o disparate da afirmação. Existem outros itens que entravam as exportações que são as infra-estruturas portuária, rodoviária e ferroviária.
A coisa está cheirando a negociata, como sói no governo petista. O empresário Abilio Diniz, um dos controladores do Pão de Açúcar, procurou o governo para tratar do assunto. Falou primeiro com o BNDES e depois com o Planalto.
A partir disso o governo Dilma Rousseff não só deu aval para montagem da proposta de fusão entre o Grupo Pão de Açúcar e a rede francesa Carrefour, como prometeu que o BNDES será sócio do negócio caso ele seja aprovado.
Fato que gerou uma crítica acerba, mas pertinente do  líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR): “É por essa razão que proponho ao governo Dilma Rousseff mudar a sigla. Não deve ser mais BNDES. É preciso que o governo adote uma postura de sinceridade e retire o “S” do final da sigla, porque o banco deixou de ser um banco social. É um banco orientado para grandes empreendimentos com dinheiro público.”